Ataques a albinos é “grande preocupação” em Moçambique

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Avaliação é do presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do país; Custódio Duma participou do 1º fórum regional para ação sobre albinismo que decorreu na Tanzânia; reunião foi apoiada pelas Nações Unidas; representante afirmou que Comissão tem realizado operações para combater questão.

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos de Moçambique defendeu a punição a todos os que atacam pessoas albinas. Foto: ONU Malawi (arquivo)

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Terminou neste domingo, em Dar es Salaam, na Tanzânia, o primeiro fórum regional para ação sobre albinismo, apoiado pelas Nações Unidas.

O encontro teve o objetivo de desenvolver medidas específicas para combater os ataques e a discriminação enfrentados por pessoas com albinismo em diversos países da região.

Moçambique

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos de Moçambique, Custódio Duma, participou da reunião e falou sobre a questão no país.

"Em Moçambique tem sido uma grande preocupação nos últimos anos. Uma boa parte da população de pessoas com albinismo está a ser atacadas por várias motivações. Algumas são motivações tradicionais, outras obscuras. As pessoas acreditam que através de partes do corpo de uma pessoa com albinismo elas podem enriquecer, e nós percebemos que isto é falta de informação, falta de conhecimento e um pouco também uma queda da moralidade dentro da nossa comunidade em Moçambique".

Julgamento

Duma falou ainda de ações sendo feitas no país para combater a questão.

"Como Comissão Nacional de Direitos Humanos, nós temos levado a cabo pelo menos três ações. A primeira ação que é levantar um pouco mais a consciência sobre os direitos humanos da pessoa com albinismo. A segunda é tentar persuadir as autoridades públicas, que é o caso da procuradoria, a polícia, a fazer de tudo que podem para levar ao tribunal ou à responsabilidade as pessoas que matam, raptam ou atacam as pessoas com albinismo. E a terceira ação é também mostrar o papel da Comissão Nacional de Direitos Humanos à população moçambicana para que de facto eles possam trazem os casos que eles conhecem."

Custódio Duma afirmou que as medidas têm sido feitas em coordenação com autoridades policiais e da procuradoria, com a sociedade civil e parceiros como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, entre outros.

O representante afirmou que, "embora a situação seja preocupante em Moçambique", há casos de julgamento que "já estão a acontecer".

Segundo Duma, dos casos que deram entrada no ano passado, já houve 30% de condenações. Ele defendeu a punição a todos os que atacam pessoas albinas.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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Fonte: Rádio ONU

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